Campus Guarulhos • Escola de Filsofia, Letras e Ciências Humanas
Postgraduate Program in Education

Alexandre Filordi de Carvalho

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E-mail: filordi.carvalho@unifesp.br  

Doutor em Filosofia pela Universidade de São Paulo (USP) e em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Desenvolveu pesquisas no âmbito de Pós-doutoramento na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e na Universidad Complutense de Madrid (UCM). A partir da ênfase no pensamento de Michel Foucault e de Félix Guattari, pesquisa e ensina nos Fundamentos da Educação, sobretudo na vertente da Filosofia da Educação voltada para o pensamento das diferenças, dos processos de subjtivação e de inclusão no campo da educação. Além das publicações em revistas especializadas e em capítulos de livros, destacam-se as seguintes obras: Foucault e a função-educador (Unijuí); a coorganização de Repensar a educação: 40 anos após Vigiar e Punir (Livraria da Física) e de Filosofia e Educação no Mundo Contemporâneo (Humanitas), bem como a organização dos dossiês: Foucault e a educação: é preciso pensar e agir de outros modos (Revista ETD), Didáticas para as diferenças (Revista Pro-Posições); É preciso defender a escola (Revista ETD).

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Educação 

A educação é concebida como elemento fundamental na constituição do ser humano e envolve os processos sociais de formação, relacionados à apropriação da cultura, às formas de ser, de agir e de refletir. São processos e práticas que ocorrem de forma intencional e difusa, em diferentes instâncias de socialização. A educação efetiva-se nas relações estabelecidas entre os seres humanos, objetivando a formação de indivíduos, vinculada ao processo civilizatório; na modernidade, a escola destaca-se como locus de formação dos sujeitos, com a finalidade de lhes assegurar participação no mundo produtivo e na vida pública. A ação educativa está vinculada a concepções específicas de ser humano e tais concepções são histórica e socialmente situadas. A Educação diz respeito à cultura, contemplando uma ideia de valor ou do que é valorizado por determinado grupo. Transmite, perpetua e modifica a experiência humana nomeada cultura, pressupondo a relação de ensino e aprendizado.

Linha de Pesquisa 1:  Educação: Desigualdade, Diferença e Inclusão

Esta linha de pesquisa reúne projetos atentos aos aspectos singulares e coletivos na configuração dos sujeitos no amplo espectro da educação, especialmente alunos, professores e familiares em contextos desafiados a responder por práticas de educação inclusiva e de afirmação das diferenças. Toma por base que as assimetrias pessoais e coletivas dessa configuração devem ser permanentemente desnaturalizadas, de modo a acumular esforços para elucidar como a mesma dinâmica que constitui alunos conforma “não alunos”. Têm destaque sujeitos que permanentemente são desacreditados, vistos como inaptos ou inadaptáveis ao convívio institucional. Tais sujeitos expressam uma parcela de natureza não dominada que insiste em se revelar, desafiando o processo de esclarecimento que, dessa forma, expõe a sua fragilidade. Na educação escolar, o convívio com as diferenças é permeado por aferições de desempenho e pela valorização de performances intelectuais e corporais, que têm como transfundo o homem produtivo e competitivo de nossa sociedade. A linha diz respeito, portanto, à construção social das deficiências, normalizações e normatizações. Mas também, às formas de exclusão, às estratégias de conduzir as condutas, bem como a produção das diferenças e das singularidades, incluindo as de extração étnico-raciais e de gênero. Nesta linha, os estudos e as pesquisas sobre as desigualdades e as diferenças permitem abordar as diferenças, com recursos analíticos da antropologia, da sociologia, da filosofia, da psicologia histórico-cultural, da teoria crítica, mobilizando aportes teóricos que identificam desigualdades e diferenças no bojo da produção de controles sociais e de violências as mais complexas e variadas. Na contraface desses controles, a linha dialoga com os processos de construção identitárias das diferenças, individuais e coletivas. As relações de poder e de saber também são identificadas nos processos que geram autoridade argumentativa e prescritiva para delinear “a diferença dos diferentes” e institucionalizar práticas e saberes que diminuem a densidade das ações inclusivas com estratégias que patologizam comportamentos, inferiorizam formas do corpo e particularidades do intelecto. Sendo assim, a linha de pesquisa reúne esforços analíticos que buscam compreender as formas das desvantagens pessoais e sociais presentes nos processos de inclusão educacional, e faz isso de modo a identificar como, em cada caso especificamente estudado, a produção das desigualdades sociais e a configuração das diferenças individuais são interdependentes.


Orientadores

Alexandre Filordi de Carvalho
Daniel Revah 
Daniela Finco

Edna Martins
Marcos Cezar de Freitas 
Marian Avila de Lima e Dias

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